O sonho da faculdade sempre foi algo que busquei muito, mas
consegui vencer todos os obstáculos em 2014, quando resolvi encarar o
vestibular e levar a sério o sonho de estudar.
Fiz provas em várias Universidades por vários anos, inclusive no Isca em 2000, mas
apenas em janeiro de 2014 é que resolvi encarar o desafio de voltar pra sala de
aula após tanto tempo.
Sempre dei prioridade à família, principalmente minha filha
e quando ela fez 17 anos me olhei no espelho e disse pra mim mesma, “a hora é
agora”, me inscrevi no site e fiz a prova, passei e me matriculei. A partir daí
a emoção tomou conta, eu já era uma universitária e tudo mudaria a partir de
então. E foi o que aconteceu.
Quando se quer estudar é preciso ter foco, força de vontade
e sede de conhecimento, o caminhar não é fácil. No primeiro dia de aula estava
nervosa com o que ia acontecer, afinal, resolvi voltar pra sala de aula aos 33
anos de idade, o que me rende bons frutos, pois mais madura, sei exatamente o
que quero para o meu futuro.
Ser jornalista sempre esteve nos planos pela profissão, pois
radialista e apresentadora de tv precisa ter um diploma e conhecimento máximo
de tudo, ou, quase tudo. Enquanto eu me preparava em todos esses anos para vir
para a faculdade eu buscava outras formas de aperfeiçoar minhas habilidades
jornalísticas e nessa época também caiu a obrigatoriedade do diploma para
jornalista. Mas mesmo assim, não desisti. Seria jornalista com diploma quando
desse. E deu!
Primeiro dia de aula, encontrei uma sala gigantesca com
alunos misturados entre as disciplinas de Jornalismo e Publicidade, todo mundo
nervoso, uma cara de medo e receio, até porque nem tínhamos a certeza se teria
ou não o famoso trote. O primeiro professor que conhecemos foi o Renato
Fabregat, a aula dele era sobre Editoração Eletrônica. Começaram as
apresentações e pasmem que quando me apresentei um monte de colegas já me
conheciam pela rádio e pela tv, e a vergonha foi maior ainda quando eles
bateram pra mim quando terminei. Depois disso, sucessivamente um por um começou
a falar, a contar um pouco de si, e os grupos por afinidade foram se formando.
E dentre esses grupos formamos o Bonde das Maravilhas com 4
alunos de jornalismo, eu, Giovanna, Ananda e Christoffer e 1 de Publicidade que era a Luana. Por nos
identificarmos, ficamos juntos e fazíamos todos os trabalhos juntos.
Eu sempre
sentei na frente nas escolas e na facul não é diferente. E assim o grupo se
juntou todo comigo na frente da sala, colado com os professores. Eu estava
radiante, um sonho estava apenas começando, muitos desafios estavam por vir eu
sabia, mas a vontade de vencer e a garra de obter o conhecimento, crescia.
Então começa pra valer o primeiro semestre de jornalismo, trabalhos, estudos,
vídeos, slides, livros e novidades o tempo todo. No
final do semestre o Chris parou, mas as 4 borralheiras permaneceram. Enfim
terminamos 2014 cheias de energia para esperar o 2º ano da faculdade.
Neste
segundo ano que começou em março Luana não voltou mas permanecemos eu, Ananda e
a Giovanna e seguimos assim até então. Em 2015 algumas coisas mudaram: houve a
separação da turma de Publicidade e Propaganda em quatro dos cinco dias da
semana, nós aprendemos outras matérias e aprendemos também a ficar mais
críticos com o que escrevemos e fazemos. Tudo novo de novo, mas perfeito e bom que
só.
Uma das coisas que eu mais gosto no meu dia é vir para a
faculdade aqui me realizo, aprendo, busco meu futuro com bases profundas e
únicas de conhecimento e vou me aperfeiçoando para ser uma das melhores
jornalistas da minha época. Talvez se eu tivesse estudado nos anos 2000 quando
prestei meu primeiro vestibular nem curtisse tanto e nem estivesse madura ao
ponto de querer mais e mais conhecimento. A cada novo dia é uma surpresa da
escola, um assunto novo, um capítulo diferente na matéria que nos leva a
acreditar que podemos fazer o futuro do jornalismo muito melhor do que já está.
Nesse ano, eu e as meninas sentimos um pouco de dificuldade
para engrenarmos nas matérias, pois celular é algo que atrapalha e muito em
sala de aula. E elas agora usam um app chamado SnapChat eu não sei o que é
isso, mas elas não saem dessa coisa. Eu pego no pé delas, fico brava, afinal me
sinto de certa forma responsável por elas. Não só pela idade que tenho que elas
poderiam ser minhas filhas, mas pela experiência profissional e pelo
conhecimento do mercado que escolhemos trabalhar, onde sei que o melhor se
destaca sempre. E nós, precisamos ser as melhores. Quero isso pra mim e pra
elas também e para toda a turma da sala, pois cada um na sua área há de se ter
um lugar ao sol.
E dentro do que me propus, estou seguindo o caminho
estudando, lutando e absorvendo toda sabedoria que chega até mim. Vou alçando
voos, realizando a cada dia essa vontade de ser uma “Jornalista Formada”. Com
as meninas que tem idade para serem minhas filhas (e são mesmo), vou
aprendendo, sonhando e realizando esse que sempre foi o meu sonho. Me sinto
orgulhosa por minha caminhada e por ter tomado a decisão de voltar à sala de
aula aos 30 e poucos, pois essa é a minha melhor fase. Fase essa onde posso
expor o que penso, dizer o que quero sem ter medo de errar, posso perguntar sem
ter vergonha, pois o futuro não me permitirá erros e eu não estou aqui
(estudando tanto), para cometê-los depois de formada.
E esse blog Divas & Finas foi criado na matéria
Multimídia do professor Renato Frigo que nos incentiva a buscar e falar sobre
jornalismo no blog para que no futuro possamos usá-lo para termos audiência e
fazermos o nosso nome como jornalistas. Eu já tinha um outro blog chamado OMundo de Débby, onde escrevi pouco e somente mensagens de auto ajuda e coisas
que eu gosto. Mas esse é o meu futuro.
Matérias em vídeos serão postadas, textos sobre diversos assuntos e muitas
outras coisas estão vir. E a minha trilha sonora para descrever a minha vida universitária é essa: Happy - Pharrel Willianms, porque eu sou FELIZ aqui!!!!
E você, Volte Sempre!!!
Veja também os blogs dos meus amigos de sala:


