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Com toda essa mídia gratuita que temos através das redes
sociais fica fácil a autopromoção e ativar ainda mais a busca constante por
informações de qualquer gênero. Jornalismo ficou fácil de ser exercido a partir
das mídias sociais, pois sempre alguém sabe de algum ou outro fato, porém a
credibilidade que deve ser autêntica na execução da notícia/matéria pode ser perder.
Acredito que com a evolução das redes sociais, a autopromoção
e o egocentrismo ganham aumento exacerbado de negatividade através daquilo que
se expõe. De certa foram esse individualismo não requer que o ser humano seja
isolado, mas sim, o que as atitudes criadas a partir dos interesses próprios de
cada um mostram com a divulgação de si.
Como exemplo: imagine se vários jornalistas sérios que obtém
toda a credibilidade começassem a se exibirem em redes sociais com condutas
imorais, como beber e dirigir entre outras situações – o que nos levaria a
pensar sobre determinado jornalista? Perde-se toda a credibilidade.
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Em pesquisa na web encontrei um blog que cita Manuel Castells onde ele afirma que:
“O individualismo em rede constitui um modelo social, não uma coleção de indivíduos isolados. Os indivíduos constroem as suas redes, online e off-line, sobre a base dos seus interesses, valores, afinidades e projetos”.
O jornalismo nunca esteve tão exposto como agora. De todas
as gerações, essa do Século 21, vem criando e recriando novos modelos de se
fazer o jornalismo. A fórmula jornalística tradicional e intocável vem sofrendo
constantes modificações, desde a elaboração, a contextualização e concretização
do jornalismo em si.
Sabemos que na atualidade a sociedade vive direta e
constantemente conectada e por esse motivo temos um roll de “jornalistas” à
mostra, que querem divulgar a informação, a notícia ou qualquer fato que seja,
antes de todo mundo. Com isso ocorrendo, volto novamente a falar sobre a
credibilidade jornalística. Onde todos podem falar e escrever sobre tudo e
todos os assuntos, é possível haver credibilidade?
Pois bem, pesquisando sobre isso achei um texto de Jorge Furtado, diretor de
“O Mercado de
Notícias” que relata exatamente o que penso:
“O produto do jornalismo não é a informação, é a credibilidade. Mais do que nunca, precisamos de jornalistas, profissionais treinados e capacitados para separar o que é relevante do que não é, sem preconceitos, com honestidade intelectual para admitir erros e mudar de ideia. Passado o primeiro impacto do vendaval de informações produzido pela internet, o bom jornalismo vai sobreviver. E vai continuar indispensável. Sem ele, não há democracia possível”.
Diante dessa expressão, mesmo sabendo que na
contemporaneidade a informação pela internet ganha destaque, sempre prevalecerá
notícias dadas e divulgadas por sites, jornais, revistas, tv’s, blogs e rádios
que sejam assinadas por jornalistas que tenham propriedade para falar dos
assuntos abordados e que principalmente, tenham a credibilidade para manter o
jornalismo real e sério.
Credibilidade segundo o dicionário é tudo aquilo que é
confiável, verdadeiro e autêntico. Max Gehringer em um de seus comentários
na Rádio CBN, falou sobre credibilidade e afirmou que o sucesso depende da
credibilidade. (Ouça
aqui).
Exatamente pela falta de credibilidade onde qualquer pessoa
faz uso de redes sociais para propagar informações e notícias, fica claro que a
desconfiança no que se é lido ganha uma evidência cada vez maior. Qualquer
pessoa que tenha um nível de conhecimento e criticidade apurado, não irá
divulgar o que lê, pelo menos, não sem antes ter a certeza se é real.
Pessoas levam como verdade absoluta algumas “asneiras” que
leem na internet, o que acaba gerando uma informação negativa ou a
desinformação, pois nem todo mundo entende o que lê e vê, mas consome a
informação mesmo assim. Falando de Brasil, na maioria dos casos a notícia e/ou
informação é consumida via Facebook, o
aplicativo dispara com 83% dos acessos nacionais um número grande segundo a Pesquisa
Brasileira de Mídia 2015. Porém o aplicativo de menor acesso é o Twitter que obteve apenas 5% nas respostas,
talvez por ser popular entre formadores de opinião e pessoas com maior
intelectualidade nas avaliações de informações.
Esse é um dos motivos que não podemos acreditar que tudo que
é postado significa que é notícia. É preciso haver certa dúvida (que sabemos
que há), mas tem de haver sempre a curiosidade e o intuito de buscar a
realidade para validar o fato como uma notícia jornalística, e não ao contrário.
Se pensarmos em acessos jornalísticos e a busca por
informações, sabemos que os técnicos e engenheiros de tecnologia procuram criar
softwares mais desenvolvidos ao consumo de notícias e com maior facilidade no
seu funcionamento.
Aplicativos rápidos, de fácil acesso e que permitem o envio
quase que simultâneo do fato ganham cada vez mais espaço na sociedade conectada.
O Snapchat que vários usuários utilizam para o envio de fotos e vídeos ao mesmo
tempo, criou um novo programa chamado de Snapchat Discover já vem sendo usado
para divulgar conteúdos de grandes redes parceiras do aplicativo como CNN, National Geographic, Yahoo entre
outros. Snapchat Discover divulgou um vídeo no Youtube sobre a novidade e eu
compartilho com vocês.
E essa alta busca pela informação por todos os meios aumenta
inclusive a preocupação das grandes redes em manter uma edição exclusiva para
os dispositivos móveis incluindo uma diagramação vertical para smartphones.
Sendo assim, além do Snapchat ser uma ferramenta que pode
tomar o lugar de outros programas que já existem para tornar o jornalismo mais
ágil, como Skype, vídeo chamada e outros aplicativos, novas tecnologias irão
chegar com diferentes conceitos de multimídia para facilitar ainda mais o
trabalho do jornalista.
Acredito que o jornalismo nunca morrerá, haverá mudanças e
será cada vez mais executado e criado em cima do imediatismo e o melhor de
tudo, é que a tecnologia nos fará ter acesso a toda e qualquer informação real ou não, mas
caberá a nós jornalistas, formadores de opinião e críticos validarmos ou
não, a informação que recebemos.
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