sexta-feira, 27 de março de 2015

A Realidade na Inversão dos Valores




De acordo com o vídeo, acredito plenamente que no jornalismo atual, veracidade e comprometimento são situações ilusórias. Em alguns casos pode-se até tentar, mas fazer um jornalismo de qualidade, mantendo o compromisso que é de direito com a sociedade dependendo de parceiros que sejam anunciantes fortes, fica impossível agir de forma íntegra.

Não há maneira de se investigar a fundo quem investe em sua mídia. Grandes anunciantes empregam fortunas nas maiores redes de comunicação do país, para não serem mostradas a fundo, e apostam nisso, para que tudo seja de médio interesse por parte da grande massa.

Automaticamente o papel de “fiscal” da população que é a verdadeira função do jornalista sério, fica em segundo plano.  E o pior disso tudo é que os cidadãos não procuram saber de fato o real motivo dessa ou daquela reportagem. Indivíduos ficam com a mentalidade fixa de que tudo o que se vê, lê e ouve é o correto; e nós enquanto comunicadores, sabemos que não funciona dessa forma.

Assim, notícias, publicidades e a comunicação são feitas para “manipular” ouvintes, telespectadores e leitores. Muitas ou quase todas as vezes, a sociedade nem imagina que existe uma seleção de escolha para todo e qualquer tipo de produção comunicacional. Alguns indivíduos até desconfiam, mas deixam a esmo essa dúvida.  Hoje em dia, boa parte da população se mantém informada através das redes sociais. Ao meu ver, na mesma proporção que isso é bom, pode ser extremamente perigoso, pois qualquer pessoa fica livre para escrever e expor o que bem entender, as vezes sem credibilidade, objetividade e veracidade.

A agilidade que as redes sociais trouxeram para a divulgação da notícia é algo inexplicavelmente, inexplicável. Todo mundo sabe de tudo ao mesmo tempo e interpreta do jeito que prefere.  Com isso, existem circunstâncias em que o furo jornalístico se perde. Em muitos momentos a informação é divulgada de forma errônea sem apuração dos fatos e isso não condiz com o jornalismo sério.

Infelizmente no Brasil, as leis não são cumpridas de acordo com a sua funcionalidade. Por esse motivo, imparcialidade e credibilidade estão longe do jornalismo contemporâneo. Impraticável ter grandes veículos de comunicação sendo comandados por políticos, e ter denúncias e notícias dos mesmos sendo divulgadas na própria empresa. É conciso dizer que, algumas redes praticam o jornalismo “bate e apanha” de forma mais aprazível aos olhos de quem não entende, pois eles pegam o dinheiro de grandes grupos envolvidos em situações de conflitos e usam isso em favor do anunciante e em desfavor de quem precisa se informar.

Novamente, um caso claro desse é o da Petrobras, que está passando por investigação e mesmo assim não para de anunciar que está tudo perfeito. Uma estratégia grosseira de dizer que tudo está indo bem quando não está. E mesmo as redes divulgando tudo a respeito sobre o assunto, percebe-se perfeitamente que nada é divulgado a fundo sobre a questão. E uma outra situação, é a dos políticos citados no vídeo, Roseana Sarney e o Fernando Collor de Mello que estão sendo investigados na operação Lava Jato da Polícia Federal e são donos de grandes redes no Norte e Nordeste do país, onde provavelmente, não serão divulgadas notícias sobre os envolvidos.

Acredito que haverá daqui em diante, formas diferentes de se criar o jornalismo verdade através da web, pois todos somos um pouco de fiscais da grande massa. Sendo assim, a informação pelas redes sociais está forte e ganhando mais adeptos, porém estão todos sujeitos a serem divulgados de forma inconveniente. Seja por um estacionamento em vaga proibida, uma atitude não condizente ou qualquer outra causa.

Deve-se então procurar novos modos de se produzir a notícia com imparcialidade e credibilidade, usando a internet como maior aliada, pois assim como o Bruno Figueiredo, eu também acredito que o futuro da nossa profissão está em nossas mãos, cabendo a nós escolher sermos ótimos ou péssimos profissionais.


Nenhum comentário:

Postar um comentário