De acordo com o vídeo,
acredito plenamente que no jornalismo atual, veracidade e comprometimento são
situações ilusórias. Em alguns casos pode-se até tentar, mas fazer um
jornalismo de qualidade, mantendo o compromisso que é de direito com a
sociedade dependendo de parceiros que sejam anunciantes fortes, fica impossível
agir de forma íntegra.
Não há maneira de se
investigar a fundo quem investe em sua mídia. Grandes anunciantes empregam
fortunas nas maiores redes de comunicação do país, para não serem mostradas a
fundo, e apostam nisso, para que tudo seja de médio interesse por parte da
grande massa.
Automaticamente o papel
de “fiscal” da população que é a verdadeira função do jornalista sério, fica em
segundo plano. E o pior disso tudo é que
os cidadãos não procuram saber de fato o real motivo dessa ou daquela
reportagem. Indivíduos ficam com a mentalidade fixa de que tudo o que se vê, lê
e ouve é o correto; e nós enquanto comunicadores, sabemos que não funciona
dessa forma.
Assim, notícias,
publicidades e a comunicação são feitas para “manipular” ouvintes,
telespectadores e leitores. Muitas ou quase todas as vezes, a sociedade nem
imagina que existe uma seleção de escolha para todo e qualquer tipo de produção
comunicacional. Alguns indivíduos até desconfiam, mas deixam a esmo essa
dúvida. Hoje em dia, boa parte da
população se mantém informada através das redes sociais. Ao meu ver, na mesma
proporção que isso é bom, pode ser extremamente perigoso, pois qualquer pessoa
fica livre para escrever e expor o que bem entender, as vezes sem
credibilidade, objetividade e veracidade.
A agilidade que as redes
sociais trouxeram para a divulgação da notícia é algo inexplicavelmente,
inexplicável. Todo mundo sabe de tudo ao mesmo tempo e interpreta do jeito que
prefere. Com isso, existem
circunstâncias em que o furo jornalístico se perde. Em muitos momentos a
informação é divulgada de forma errônea sem apuração dos fatos e isso não
condiz com o jornalismo sério.
Infelizmente no Brasil,
as leis não são cumpridas de acordo com a sua funcionalidade. Por esse motivo,
imparcialidade e credibilidade estão longe do jornalismo contemporâneo.
Impraticável ter grandes veículos de comunicação sendo comandados por
políticos, e ter denúncias e notícias dos mesmos sendo divulgadas na própria
empresa. É conciso dizer que, algumas redes praticam o jornalismo “bate e
apanha” de forma mais aprazível aos olhos de quem não entende, pois eles pegam
o dinheiro de grandes grupos envolvidos em situações de conflitos e usam isso
em favor do anunciante e em desfavor de quem precisa se informar.
Novamente, um caso claro
desse é o da Petrobras, que está passando por investigação e mesmo assim não
para de anunciar que está tudo perfeito. Uma estratégia grosseira de dizer que
tudo está indo bem quando não está. E mesmo as redes divulgando tudo a respeito
sobre o assunto, percebe-se perfeitamente que nada é divulgado a fundo sobre a
questão. E uma outra situação, é a dos políticos citados no vídeo, Roseana
Sarney e o Fernando Collor de Mello que estão sendo investigados na operação
Lava Jato da Polícia Federal e são donos de grandes redes no Norte e Nordeste
do país, onde provavelmente, não serão divulgadas notícias sobre os envolvidos.
Acredito que haverá daqui
em diante, formas diferentes de se criar o jornalismo verdade através da web,
pois todos somos um pouco de fiscais da grande massa. Sendo assim, a informação
pelas redes sociais está forte e ganhando mais adeptos, porém estão todos
sujeitos a serem divulgados de forma inconveniente. Seja por um estacionamento
em vaga proibida, uma atitude não condizente ou qualquer outra causa.
Deve-se então procurar
novos modos de se produzir a notícia com imparcialidade e credibilidade, usando
a internet como maior aliada, pois assim como o Bruno Figueiredo, eu também
acredito que o futuro da nossa profissão está em nossas mãos, cabendo a nós
escolher sermos ótimos ou péssimos profissionais.
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