Com base no vídeo assistido, acredito que o futuro do
jornalismo dependerá somente de profissionais que estejam focados e consigam
exercer a multifuncionalidade. Talvez assim, jornais impressos diminuam seus
exemplares para menos da metade e concentrem suas matérias apenas para web,
obtendo assim, um maior número de likes, acessos e compartilhamentos de
conteúdo da página.
Diferencial é a palavra de ordem para os futuros
jornalistas, pois audiência é algo que está se perdendo a cada momento na mídia
impressa, radiofônica e televisiva, mesmo que essa última, ainda tenha a grande
massa da população por seguidora. Porém, a web vem tomando conta e trazendo
consigo formas inovadoras de se reescrever o jornalismo atual. E fazer crescer
a audiência nessa nova fórmula de “criar” o jornalismo diário, é que está o X
da questão, pois não basta ser bom, você precisa se manter conectado a tudo e a
todos os meios, para que se possa segurar e manter bons índices.
Cada vez mais os jornalistas precisam focar em
escrever matérias menores com lead’s completos, pois a leitura para sites e
impressos tem basicamente o mesmo tempo e quase que, a mesma importância, com
ressalva de que se o assunto for mais crítico e polêmico, irá gerar uma maior
procura e com isso, o conteúdo deverá ser mais explorado e discutido de forma
que o leitor possa compreender o fato com clareza.
É fato que cada profissional se identifica com um
determinado veículo de comunicação pelo modo de abordagem nas matérias, pelo
estilo de comunicabilidade e principalmente pelas escolhas políticas e
públicas. A complexidade atual, trouxe agilidade e seletividade para o tempo determinado
em leituras diárias de reportagem impressa, o que nos faz cruzar e buscar
incessantemente informações pelas redes sociais e pela web.
Sabemos que de uma forma geral, todas as mídias
carecem de recursos para se manter. E necessariamente essa condição financeira
vem atrelada à questão jornalística, ficando claro, que cada vez mais os
veículos de comunicação dependem de recursos federais, estaduais e municipais
para continuar mantendo a estrutura funcional do jornal, da tv e do rádio.
Exemplos óbvios de recursos federais são as constantes publicidades da
Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Pronatec e outros, e de recursos estaduais
podemos falar de Bom Prato, Fatec, Poupa Tempo etc, que estão presentes
diariamente em grandes redes midiáticas.
Atualmente o aporte publicitário nem sempre é
suficiente para manter uma boa equipe de jornalismo, e aí é que está o risco;
se a empresa recebe subvenções do Governo, como pode apurar uma notícia que
envolva o “parceiro” com imparcialidade? Sendo assim, o jornalismo está em
transformação constante e correndo grandes riscos, pois a mídia precisa do
dinheiro e não pode apurar a fundo uma notícia, e nesse caso, entende-se que o
importante é dar a informação. Um exemplo disso, é a Petrobrás que neste
momento mantém uma intensa campanha publicitária nas grandes mídias com o
objetivo de macular a real situação da empresa que está sob investigação da Polícia
Federal. Com isso, percebe-se claramente que os fatos não são investigados e noticiados
da forma que deveriam ser.
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