sexta-feira, 27 de março de 2015

Verba Publicitária Dita os Rumos do Novo Jornalismo



Com base no vídeo assistido, acredito que o futuro do jornalismo dependerá somente de profissionais que estejam focados e consigam exercer a multifuncionalidade. Talvez assim, jornais impressos diminuam seus exemplares para menos da metade e concentrem suas matérias apenas para web, obtendo assim, um maior número de likes, acessos e compartilhamentos de conteúdo da página.

Diferencial é a palavra de ordem para os futuros jornalistas, pois audiência é algo que está se perdendo a cada momento na mídia impressa, radiofônica e televisiva, mesmo que essa última, ainda tenha a grande massa da população por seguidora. Porém, a web vem tomando conta e trazendo consigo formas inovadoras de se reescrever o jornalismo atual. E fazer crescer a audiência nessa nova fórmula de “criar” o jornalismo diário, é que está o X da questão, pois não basta ser bom, você precisa se manter conectado a tudo e a todos os meios, para que se possa segurar e manter bons índices.

Cada vez mais os jornalistas precisam focar em escrever matérias menores com lead’s completos, pois a leitura para sites e impressos tem basicamente o mesmo tempo e quase que, a mesma importância, com ressalva de que se o assunto for mais crítico e polêmico, irá gerar uma maior procura e com isso, o conteúdo deverá ser mais explorado e discutido de forma que o leitor possa compreender o fato com clareza.

É fato que cada profissional se identifica com um determinado veículo de comunicação pelo modo de abordagem nas matérias, pelo estilo de comunicabilidade e principalmente pelas escolhas políticas e públicas. A complexidade atual, trouxe agilidade e seletividade para o tempo determinado em leituras diárias de reportagem impressa, o que nos faz cruzar e buscar incessantemente informações pelas redes sociais e pela web.

Sabemos que de uma forma geral, todas as mídias carecem de recursos para se manter. E necessariamente essa condição financeira vem atrelada à questão jornalística, ficando claro, que cada vez mais os veículos de comunicação dependem de recursos federais, estaduais e municipais para continuar mantendo a estrutura funcional do jornal, da tv e do rádio. Exemplos óbvios de recursos federais são as constantes publicidades da Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Pronatec e outros, e de recursos estaduais podemos falar de Bom Prato, Fatec, Poupa Tempo etc, que estão presentes diariamente em grandes redes midiáticas.

Atualmente o aporte publicitário nem sempre é suficiente para manter uma boa equipe de jornalismo, e aí é que está o risco; se a empresa recebe subvenções do Governo, como pode apurar uma notícia que envolva o “parceiro” com imparcialidade? Sendo assim, o jornalismo está em transformação constante e correndo grandes riscos, pois a mídia precisa do dinheiro e não pode apurar a fundo uma notícia, e nesse caso, entende-se que o importante é dar a informação. Um exemplo disso, é a Petrobrás que neste momento mantém uma intensa campanha publicitária nas grandes mídias com o objetivo de macular a real situação da empresa que está sob investigação da Polícia Federal. Com isso, percebe-se claramente que os fatos não são investigados e noticiados da forma que deveriam ser.


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